segunda-feira, 27 de junho de 2011

85.

De repente, quando olhava para o horizonte, ela viu a figura de um homem. Seus passos ansiosos denunciavam um forte desejo, um reencontro, um recomeço. Era o homem que a abandonara.
De longe abriu os braços. Sob uma aura de uma emoção incontida, ela saiu e correu a seu encontro.
Ele abraçou-a, beijou-a e a pediu desculpas. Disse que enfrentaria o mundo com ela. Navegaria nas águas do desprezo e nos vales do vexame social, mas jamais a deixaria novamente. O amor faz loucuras.

Brigar, gritar, impor ideias, nem de longe significa ter um EU forte, mas sim, frágil. Falar o que vem à mente, dizer sempre a verdade, nem sempre é a expressão de um Eu maduro, mas sim, de quem não tem autocontrole. Um Eu forte e maduro aquieta sua ansiedade, protege quem ama, pede desculpas sem medo, aponta primeiro o dedo para si antes de falar dos erros do outro, repensa sua história, exige menos e se doa mais, não tem a necessidade neurótica de mudar quem ama, conhece, portanto, todas as letras do alfabeto da generosidade.

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